

RESUMO: Este artigo apresenta a otimização das fundações de uma Estação de Tratamento de Esgoto em Campinas, SP, focando na redução de custos pela utilização de estacas pré-moldadas de concreto com seções menores. O projeto original previa estacas circulares de 25cm (25tf) e 30cm (35tf), com 6 a 8m de comprimento, cravadas até a nega. Sondagens revelaram argila arenosa superficial (6m), seguida por solo de alteração de rocha (argila silto-arenosa e areia argilosa) até 7,30-9,35m. O nível d’água variou entre 8,15m e 8,54m, ausente em uma sondagem até 7,30m. A otimização propôs estacas quadradas de 19,5×19,5cm (25tf) e 23,5×23,5cm (35 tf), com martelo de 2.800 kg. A capacidade de carga foi estimada pelo método Aoki & Velloso (1985), considerando apoio em argila. O procedimento de campo (Cabette e Murakami, 2023) incluiu monitoramento da cravação com PDA, critérios de nega e repique, PDA na recravação e PCE. Nas estacas prova, a nega foi menor que 10mm, com alturas de queda de 30cm (19,5×19,5cm) e 40cm (23,5×23,5cm). O PDA confirmou a capacidade de carga, com mobilização superior ao dobro do projeto, reduzindo quebras (0,3%) e otimizando o projeto com 22% de redução em concreto e aço. A solução viabilizou a obra, satisfazendo construtora e cliente. O artigo detalha procedimentos, resultados e economia.